junho 26, 2007

SOPRO

No silêncio dos meus pensamentos a minha alma pede por um momento de calma...

A minha face no espelho não é simplesmente a mesma de quando nas minhas mãos sentia calor,a minha pele era macia como o de uma criança repleta de sorrisos brincando com seus sonhos e amigos imagináveis.
Me via por várias vezes a noite no meu quarto brincando com a sombra,ao ver minha sombra grande imaginava o tamanho do homem que me tornaria,mas não imaginava como era ser um homem grande,pois não olhava o mundo e até mesmo ao meu redor como um homem grande e sim como uma simples criança de baixo de uma árvore em meio a tarde brincando de balança e jogando,correndo atrás da bola no quintal de terra que por tantos momentos se tornou o melhor campo de futebol.

No silêncio da minha voz a minha alma pede por um momento de calma...

Os meus gritos não mudaram e sim o tom da minha voz,o tempo me tornou monstro assim como aqueles que me atormentavam ao me deitar.
Que ao me esconder em meio as cobertas,o olhar ancioso aguardava o amanhecer como se por um momento aquilo fosse o meu socorro,os meus ouvidos estavam atentos a quaquer sinal de barulho.Mas a minha coragem insegura me vez ver que nada ali tinha,além de meus objetos e espelho no canto,a vida passa em 1 segundo e a minha coragem que hoje não é insegura me tornou monstro.
Tento com o meu sopro apagar a única luz que ilumina meu canto,mas não consigo...
Porque não quero,prefiro observar a chama acesa assim como o passar da minha vida,pois sou velho em que com o devido tempo adquiri a mera sabedoria e não mais aquela criança como tinha falado,afinal de contas não tenho amigos,filhos e uma mulher para me aquecer com um simples abraço em que por um instante me torne importante,meus pensamentos criou amores e até uma mulher que verdadeiramente sentisse algo por mim.
Criou tudo isso simplesmente por um momento em que me olhei no espelho e observei o monstro interno que ainda carrego...

No silêncio do meu sopro a minha alma pede por um momento de calma...

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