agosto 08, 2007

COMPANHEIRA

O silêncio vem a minha porta...

Mas não me deixa calmo como deveria me deixar,porém o barulho enlouquece,a cidade coberta de cinza abriga horrores em meio há vários corredores,muitas vezes sem amores.
Infelizmente vejo corpos cobertos com flores,pois olho bem essas flores que deixaram saudades em corações amargurados.
Como o inesperado,a gota de uma lágrima tem o mesmo peso da eternidade,na lembrança da última palavra,hoje sem beijo e abraço.

O silêncio vem a minha porta...

Da mesma forma como um enfarte,já que a morte não é mais segredo,nos olhos também é transmitido o sinal de medo assim como todo o desespero.Pois chego perder a esperança com o passar do tempo mas sem medo.
Como um aviso ou sinal de perigo,o vento entra sem pedir licença,rouba a minha paciência,deixa o ambiente opaco e hostil,o coração frio deixa o olhar sem sentimento e cor.
A única certeza que tenho é que meus pensamentos não são mais os mesmos.

O silêncio vem a minha porta...

Fere o meu espírito,mas ainda resisto e simplesmente ainda estou vivo,a minha voz se torna eterna e as minhas palavras invade mentes cheias de revolta,pois em toda a minha volta observo pessoas sem calma.
O silêncio vem a minha porta e se torna companheira da minha própria revolta...

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