outubro 15, 2007

SEM MEDO

A tempestade faz da natureza um monstro incansável,já na minha prisão imagino a fuga mais fácil.
Com o rosto fechado e sem vontade de sorrir,aumento a minha coragem e enfrento meus longos pesadelos.
Que na madrugada torna meu corpo gelado,solitário e sem esperança,pois por ignorância me encontro privado entre quatro paredes.Infelizmente não pensei muito em quem me ama eternamente.
Como é difícil controlar pensamentos refletidos pelo sentimento do coração carente.Ainda mais sendo esse meu último pensamento,gelado,sinto um suspiro além do horizonte,como se a morte estivesse vindo de muito longe.
E sem medo aguardo por este momento há muito tempo.Não sou velho e nem novo demais,pois não existe tanta importância.
Da pequena janela observo um pássaro voando e compreendo o valor da liberdade,da mesma forma sinto ódio.
Da mesma forma não quero ser o poeta que morre sem o direito de escrever pela última vez,como num jogo de xadrez,hoje vejo a queda do rei.

Sem flores,sem beijo e nem abraço,meu coração para...

A vida me deu apenas um enterro dramático.


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