julho 18, 2010

SEM ESTRELA


Não conto segredo as estrelas do céu, não faço mais questão da sua companhia, pois antes eu conhecia apenas aquela morte natural em que o corpo não tem mais calor e sim está gelado. Enfim a vida trouxe ensinamentos altamente capazes de esquecer, mostrou que em questão  de morte, ninguém morre enquanto no coração é inquilino.

O brilho dos seus olhos ficou na lembrança como sinal de respeito, os bons e maus momentos serão lembrados para melhorar os pequenos erros. Não sou o juiz e sim, o verdadeiro réu. Mas não tenho palavras de consolo, já que seus pensamentos  nunca me pertenceram, as promessas de amor eu jogo agora ao vento e se tivesse a oportunidade de queimar, eu deixaria dentro de um vaso de porcelana as suas cinzas.
Não houve lágrimas, não houve nem se quer o último abraço e nem muito menos palavras desejando felicidades nos próximos passos. A despedida deixou o sentimento frio e calculista deixou tudo sem importância, sem explicações que foram necessárias. Tudo realmente acabou e foi naturalmente, premonição ou não, mas já havia sonhado com o fim e foi exatamente como aconteceu na realidade.

Não conto segredo as estrelas do céu porque agora sou passado e um dia nos encontraremos já que a vida é uma caixa de surpresas. Enquanto isso ainda olho para o céu!

Um comentário:

Anônimo disse...

Não preciso falar sobre esse texto, simplismente perfeito!!!
Adorei!!!!!

Beijosssss

Baby