janeiro 14, 2011

PAVOR

O silêncio da noite chega e os pensamentos mais intensos e imagináveis começam a predominar sobre aquele momento que era apenas de descanso. A baixa respiração e o coração pulsando com força declaram o corpo repleto de pavor, enfim acabou-se a paz. Com o olhar atento a todo movimento e os ouvidos ligeiramente ansiosos para qualquer ruído. O clima hostil não trás nada além de receio, ou seja, lá o que for, mas aquele pressentimento de medo, o mesmo medo de dormir e não acordar, é ter o sentimento de culpa por não ter feito a última oração, e nem ter dito pela última vez a palavra “ Te amo”.
Infelizmente não conseguiu se despedir dos familiares e dos amigos com sorrisos e lágrimas e nem muito menos se despedir dos inimigos e olhar nos olhos deles e rir implorando a morte deles já que nunca entenderam a sua luta e seus modos de agir.
O medo do quarto solitário e ao mesmo tempo ter a certeza que o corpo está quente...  Está vivo!

Um comentário:

@flaaavits disse...

Sensação intensa que traz suas palavras, carregadas de sentimentos do eu-lírico. Parabéns!